Há de ser tudo da lei

Natal do Chaves

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Mensagem de Natal do Raul Seixas

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Feliz Natal e próximo ano novo

 Por Adolfo Oleare
A fé sempre é mais desejada, mais urgentemente necessitada, quando falta a vontade*: pois a vontade é, enquanto afeto de comando, o decisivo emblema da soberania e da força. Ou seja, quanto menos sabe alguém comandar, tanto mais anseia por alguém que comande severamente – por um deus, um príncipe, uma classe, um médico, um confessor, um dogma, uma consciência partidária. De onde se concluiria, talvez, que as duas religiões mundiais, o budismo e o cristianismo, podem dever sua origem, e mais ainda a súbita propagação, a um enorme adoecimento da vontade. E assim foi na verdade: ambas as religiões depararam com a exigência de um “tu deves”, alçada até o absurdo pelo adoecimento da vontade e indo até o desespero; ambas ensinaram o fanatismo em épocas de afrouxamento da vontade, com isso proporcionando a muitos um apoio, uma nova possibilidade de querer, um deleite no querer. Pois o fanatismo é a única “força de vontade” que também os fracos e inseguros podem ser levados a ter, como uma espécie de hipnotização de todo o sistema sensório-intelectual, em prol da abundante nutrição (hipertrofia) de um único ponto de vista e sentimento, que passa a predominar – o cristão o denomina sua . Quando uma pessoa chega à convicção fundamental de que tem de ser comandada, torna-se “crente”; inversamente, pode-se imaginar um prazer e força na autodeterminação, uma liberdade da vontade, em que um espírito se despede de toda crença, todo desejo de certeza, treinado que é em se equilibrar sobre tênues cordas e possibilidades e em dançar até mesmo à beira de abismos. Um tal espírito seria o espírito livre por excelência.

  
* O termo vontade não pode ser tomado aqui em registro psicológico, como algo que subjetivamente se tem ou se deixa de ter: “agora não, estou sem vontade”, ou “estou com muita vontade!”. Ao contrário, deve-se compreender vontade no sentido da noção Wille zur macht, como gostar e ser capaz de vir a ser o que se é., o que depende, em primeiro lugar, de uma capacidade de superar a subjetivação da realidade, para compreender que no “eu” um resultado do que se é, e não uma causa.       


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2010 - Homenagem Raul Seixas - Espaço Parlamentar

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Aleister Crowley e a contracultura

Aleister Crowley (1875 -1947), mago, poeta e escritor ocultista inglês, foi um dos principais ícones da contracultura. A sua  doutrina do Novo Aeon, indo ao encontro da necessidade de contestação dos rebeldes, ganhou força nos movimentos contraculturais da década de 1960 que anunciavam a era astrológica de Aquário, que os jovens tentavam materializar em comunidades alternativas e pela qual tanto ansiavam.  


Segundo o ocultista Lon Milo DuQuette, Crowley, em 1904, durante sua viagem de lua-de-mel ao Cairo, no Egito, teria psicografado o famoso “Livro da Lei”, Liber AL vel Legis, da entidade espiritual autodenominada Aiwass, um mensageiro dos deuses e santo-anjo guardião do mago. A data em que a obra teria sido ditada corresponderia ao advento do Novo Aeon.

O que é isto – o Novo Aeon? Aeon é uma palavra latina que apresenta os sentidos de era, tempo, geração ou eternidade. Sua origem etimológica é a palavra Aion, um dos conceitos gregos de tempo. De acordo com Isidro Pereira (1998), a palavra se reveste de diversos sentidos: tempo, duração da vida, vida, eternidade, idade, geração e século. O conceito pode se referir tanto ao período que a pessoa já viveu, quanto ao período que ainda viverá. Pode significar, ainda, tanto o passado obscuro e distante quanto o futuro longínquo.  

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Lula o Economista

Reproduzo aqui uma reportagem que foi publicada em a Tribuna.



Com dinheiro pobre consome e rico especula, afirma Lula

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem que o consumo das classes mais pobres sustentou a economia do país durante a crise iniciada em 2008 e que, se um pobre receber R$10, ele vira consumidor, enquanto outro cidadão, se receber R$1 milhão, "vira especulador".

"O Estado precisa cuidar dos pobres, os ricos não precisam do Estado. Quando você leva R$10, R$15 na mão de um pobre, aqueles R$10 se transformam num produto de crescimento econômico. Porque a pessoa não vai comprar dólar, a pessoa vai numa bodega comprar um feijãozinho", afirmou.

As declarações foram feitas após elogiar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do País no terceiro trimestre...



Eu nunca tive uma aula tão boa de economia quanto essa.
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O Nióbio brasileiro

Para quem quiser saber mais sobre esse assunto pouco conhecido, acesse http://www.dnpm.gov.br/assets/galeriadocumento/balancomineral2001/niobio.pdf

Enéas muito falou sobre o assunto, mas parece que ninguém ouvia...
http://www.youtube.com/watch?v=WQhR0Dvtnn8

Há vários outros vídeos sobre o assunto.
A verdade que o nióbio há muito tempo tem sido alvo de interesses bem maiores. Há quem diga que a "doação" da Vale está ligada a esse elemento metálico.

Minha participação é que cada vez mais pessoas conheçam sobre este assunto. O assunto na internet tem crescido bastante - a poucos anos era muito difícil obter qualquer informação sobre o nióbio. Espero que aproveitem.
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ES - O estado assassino

Estado assassino

A matéria em destaque nesta edição dá bem a medida dos problemas que o novo governo vai enfrentar com os homens escolhidos para comandar a Segurança Pública no Estado.
Dois deles estão intimamente ligados às estatísticas da criminalidade que apontam para uma verdadeira tragédia nos índices de homicídios por 100 mil habitantes: Angelo Roncali e André Garcia.
Nos oito anos do governo Hartung, com a projeção prevista para dezembro, o Estado estará contabilizando 14.394 homicídios, número próximo ao da população de Muqui (14.396 habitantes). É a maior taxa média de homicídios por 100 mil habitantes dos últimos 30 anos no Estado.
Em termos nacionais, o Espírito Santo só está abaixo de Alagoas em número de homicídios. Fora do Brasil, o Espírito Santo registra mais homicídios do que El Salvador, considerado um dos países mais violentos do mundo (50 por 100 mil habitantes), Colômbia, assolada pelo tráfico de drogas (45 homicídios por 100 mil habitantes) e Guatemala, o terceiro mais sangrento (35/100 mil).
O interessante nessas estatísticas é que os assassinatos vêm crescendo em progressão geométrica no Estado.
Um exemplo: os primeiros quatro anos de governo (2003 – 2006) foram assassinadas no Espírito Santo 6.644 pessoas – uma média de 1.661 por ano, ou ainda uma taxa média de homicídios de 49,2%/100 mil.
Já no segundo mandato os índices dispararam: de 2007 para cá (projetado dezembro), os homicídios registraram uma média de 1.938 mortes por ano (índice de 57,5 homicídios por 100 mil habitantes).
No cômputo geral, no segundo mandato de Hartung foram assassinadas 1.106 pessoas a mais em relação ao primeiro mandato. Como se pode ver por este dado, não são nada animadoras as perspectivas para 2011.
É ilusão esperar que os homens de Hartung preservados na área da Segurança Pública do novo governo se transformem em bons gestores e revertam um quadro que há oito anos aponta para a trágica realidade de que vivemos em um Estado que não zela pela segurança de sua população.
Um autêntico Estado assassino.
Fonte: http://www.seculodiario.com.br/exibir_not_coluna.asp?id=3298

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O dia em que a terra parou....de cobrar!



"O empregado não saiu pro seu trabalho pois sabia que o patrão também não estava la..."

Raul seixas imaginou como seria um dia onde ninguém sairia para de casa para fazer as suas obrigações e esse seria o dia em que a Terra parou.

E como seria o dia em que ninguém cobraria pelo serviço prestado ou pelo produto vendido?

Na nossa sociedade uma pessoa vende carne para ter dinheiro para comprar notebook, uma outra vende relógio para ter dinheiro para almoçar fora, um outro grupo vende música para ter dinheiro para passear no exterior e por aí vai. De uma forma bem simplificada, é assim que funciona.

Se um belo dia todo mundo parasse de cobrar pelos seus produtos e serviços e ao mesmo tempo adquirisse os produtos e serviços de outros também de graça, não funcionaria da mesma forma?
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Eles vendem propaganda

Durante o período da faculdade, eu fiz um curso do sebrae chamado Saber Empreender. Ele durou um final de semana. A princípio foi passada uma teoria de empreendedorismo e depois nos dividiram em grupos cujo objetivo era montar um pequeno negócio e vender o máximo que pudesse nesse final de semana. Quem lucrasse mais ganhava um premio.

Um grupo foi vender flores, outro sementes, bombons, um outro desenvolveu um desinfetante caseiro e venderam em garrafas PETS. O meu grupo foi vender sanduíche natural. Os grupos citados tiveram um gasto alto com a compra da matéria prima e alguns, como o meu, precisaram de muito tempo para fabricar os produtos. Com isso as margens de lucro foram baixas e muito parecidas entre nós.

Mas o que mais me fascinou foi a empresa que o grupo vencedor desenvolveu. Eles venderam propaganda. Fizeram um banner de 2 metros, com propagandas de várias lojas da cidade e penduraram na entrada do evento. Cobraram um valor de cada loja anunciante e pronto. Ganharam de todo mundo com folga. Ali eu pude ver o poder da propaganda.

Esses dias eu habilitei a opção de colocar anúncios nos meus blogs. A coisa é bem interessante. É possível acompanhar várias estatísticas de quantas pessoas visitam o blog e de que região do mundo. Quanto mais acessos mais dinheiro.

É tentador a vontade de postar no blog uma fofoca qualquer sobre um artista qualquer só para ver o número de acessos aumentar e conseqüentemente os ganhos com a propaganda também.

Assim funciona a TV, o rádio, a internet e as revistas. O que eles vendem não são os programas e sim as propagandas. Os programas eles nos dão de graça. Eles são iscas para atrair os espectadores. Por isso tem tanta besteira e apelação. Tudo é feito para atrair o maior número possível de espectadores para o pão e circo. Se for necessário mostrar um Leão comendo uma pessoa, ou alguém dizendo que foi abduzido por extraterrestre, eles mostram. Tudo para ganhar mais pontos com o IBOPE e com isso ganhar mais dinheiro com propaganda.

Tudo isso me fez refletir sobre o estrago feito quando pessoas que só tem compromisso com o dinheiro lideram corporações tão influentes como os meios de comunicação. Não se deixar seduzir pelas estatísticas, ou seja, não exibir lixo para atrair espectadores, só para ver a conta bancária crescer não é fácil! É preciso ter uma consciência coletiva evoluída.

Quero concluir esse post com a frase: “Para o triunfo do mal, basta que os bons não façam nada”.
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Planos coletivos?

Me veio um pensamento no momento. Desde crianças aprendemos que é importante estudar para vencer na vida. Aprender outra língua e a estudar informática. Falar bem em público, ter liderança. Isso tudo para sermos competitivos no mercado de trabalho.

Então desde crianças somos criados para sermos uma máquina capitalista impiedosa. Não seria melhor se ao invés de nos criarmos para fazermos planos individuais, fôssemos criados para fazermos planos coletivos?
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Pornô da vida real

Estreando no blog com uma comédia super divertida!!!

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Diabetes Tipo 2 e Exercício Físico - Victor Gasparini


O diabetes mellitus é uma disfunção do pâncreas que atinge o metabolismo da glicose e insulina, podendo haver prejuízo ou perda da captação da glicose.
Caracteriza-secomo uma doença crônico degenerativa que, nas Américas, atingiu um nº estimado de 35 milhões de portadores no ano de 2000, e de 64 milhões para o ano de 2025. Esse número está aumentando devido ao estilo de vida da população em geral, como o sedentarismo, o estresse diário e a má alimentação proveniente dos “fast-foods”.

O Diabetes mellitus é divido em quatro principais tipos: tipo 1 ou insulino-dependente, o tipo 2 ou insulino- independente, o Diabetes Gestacional e o Diabetes tipo 3 que possui relação direta com o mal de Alzheimer, doença responsável por destruir os neurônios. O achado da doença é recente e estudos mais específicos estão sendo realizados.
- O Diabetes tipo 1 caracteriza-se por uma “destruição” das células Beta do pâncreas responsáveis pela produção da insulina que pode ser causada pelo próprio sistema imune, tendo característica genética podendo ter seu diagnóstico na infância.
-O Diabetes tipo 2 caracteriza-se por uma disfunção ou uma resistência à captação da glicose pela insulina, no qual o pâncreas a produz, porém não consegue captara glicose para metabolizá-la, podendo ser adquirida através dos maus hábitos de vida.
-O Diabetes Gestacional pode ocorrer durante a gravidez e logo após a mesma,devido à produção exarcebada de um hormônio chamado gonadotrofina coriônica que é secretado pela mulher durante a gestação, podendo afetar o feto.
Os principais sintomas do diabetes são: poliúria, ou seja o indivíduo sente vontade de urinar constantemente devido ao aumento da função renal, polidipsia, onde o indivíduo sente muita sede e a polifagia, onde o indivíduo sente muita fome.

Para diagnosticar o Diabetes Melllitus, é necessária a realização de exames laboratoriais de glicose em jejum, hemoglobina glicosilada, curva glicêmica e níveis insulinêmicos.
Se não tratado, o diabetes pode representar um risco elevado na saúde geral do indivíduo. Complicações tardias como a retinopatia, neuropatias autonômica (cardiopatia) e periférica, nefropatia e hipoglicemia podem representar danos irreparáveis aos órgãos e membros.

O exercício físico acompanhado por especialistas possui efeito antiinflamatório diminuindo a ação das citocinas. A ação antiinflamatória é induzida pelo exercício aeróbio e exercício contra resistência (musculação por ex:). Atentamos que o exercício contra resistência deve ser realizado por esses indivíduos, sendo de suma importância na melhora dos receptores musculares de glicose (GLUT 4).

Além de diminuir a resistência a insulina, o exercício físico regular contribui na redução da glicose em jejum, na redução da hemoglobina glicosilada, na redução do colesterol total e melhora do colesterol HDL, na redução da pressão arterial, da resistência vascular periférica, dos níveis de triglicérides e na melhora da complacência arterial, reduzindo dessa forma as chances do desenvolvimento da arteriosclerose e aterosclerose.
O exercício físico tanto de natureza aeróbia (caminhada, corrida, bicicleta) quanto anaeróbia (musculação, ginástica com pesos), um rígido controle alimentar, utilização dos antidiabéticos orais e administração da insulina, são componentes necessários a uma gama de benefícios supracitados.
Uma equipe multidisciplinar envolvendo professores de Educação Física especializados, Nutricionistas e Médicos, demonstra ser de suma importância para o tratamento desta enfermidade. Mantenha-se ativo!!!
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Novo Aeon: Raul Seixas no torvelinho de seu tempo


Raul Seixas nasceu manhã do dia 28 de junho de 1945, na cidade de Salvador, capital da Bahia. Autodeclarado filho do pós-guerra, ele cresceu sob a influência do modo de vida propagado pelo vindouro movimento contracultural. Contra as atitudesbeligerantes do sistema, curtição e ações pacíficas. O novo comportamento, que no Brasil foi apelidado de desbunde, era praticado pela turma que escutava rock, lia os poetas beat, fazia filmes em Super-8, não cortava os cabelos e preferia fumar maconha a pegar em armas.
O desbunde, longe de ser uma simples alienação naqueles anos de chumbo, foi uma atitude intempestiva e marginal que transgredia as normas sociais e políticas então vigentes. Na procura de uma nova forma de pensar o mundo, o desbunde tornava-se uma perspectiva capaz de romper com a razão instrumental e o militarismo característicos tanto das direitas quanto das esquerdas.
Raul Seixas, avesso a qualquer tipo de autoridade, valorizou o individualismo, a heterogeneidade e a pluralidade. A ética universal impositiva foi substituída pelo pluralismo normativo, com o decorrente enaltecimento da metamorfose ambulante, isto é, do indivíduo fragmentado, descentrado, disposto a afirmar sua singularidade contra o rigor de todas as opressões.
Na discografia de Raul Seixas os irracionalismos, as antíteses e os antagonismos extremados ocupam o centro da cena. A sua música é um mosaico exemplar da contracultura. Ele mistura, em sua obra, diferentes ritmos e estilos musicais, poesia e música, filosofia e astrologia, ocultismo e religião, crítica social e desbunde, tudo regado ao uso de drogas lícitas e ilícitas. Com essas características, suas músicas muitas vezes são recusadas por intelectuais e ativistas engajados, enquanto nem sempre são compreensíveis para as massas incultas.
Atento às tensões políticas e socioculturais de seu tempo, um esperançoso compositor oferecia ao público a promessa de superação do sofrimento imposto pela sociedade autoritária. Diante das dificuldades de mudar os pressupostos sociais e políticos que geram a barbárie, sua arte assumiu como principal meta a formação de indivíduos autônomos, autocríticos e com vínculos sociais, eliminando, no que têm de fundamental, as condições que geram a alienação e a violência. Todavia, uma proposta política concreta estava ausente.
Não podemos esquecer que Raul Seixas, autodeclarado “mosca na sopa” e “carpinteiro do universo”, primava pelo desbunde, proposta estética e política que apresenta a arte como divertimento, gozo, celebração, paixão, sempre à margem dos valores dominantes: caretas, opressores, racionalistas e bélicos. Sua limitada resistência política se dava por essa via.
Para nos salvarmos da opressão, mantendo a fidelidade às utopias não realizadas, o raulseixismo nos ensina que não devemos esperar o messias ou um líder revolucionário, mas sim reparar as injustiças e buscar erguer uma Sociedade Alternativa a partir da união coletiva de vontades individuais.
Raul exortava insistentemente ao individualismo, instigando seus interlocutores a abraçarem sozinhos os próprios caminhos. Se assim procedia é porque sabia que, enquanto o venerassem, negariam a própria autonomia. Lúcido, ele não se identificava com um sábio, santo, profeta ou redentor do mundo. Ao mesmo tempo, convidava os fãs a questionarem-se a respeito de si mesmos e de suas vidas.
65 anos após o seu nascimento e duas décadas depois de sua morte, a obra de Raul Seixas permanece importante por sua força imaginativa, utópica, por sua expressão e percepção das (im)possibilidades que permeiam a vida contemporânea. A sua vida nos revela a necessidade de assumirmos a existência como tarefa, uma tarefa da liberdade, que consiste na entrega à descoberta de nossas próprias possibilidades de existência. Pelo fato de ser uma construção permanente, um caminho de realização (nascimento e criação) e desrealização (morte e destruição), essa tarefa só é concluída com a morte.
Em 21 de agosto de 1989, dois dias após o lançamento do LP A Panela do Diabo e cinco dias depois do maior eclipse lunar do século XX, Raul Seixas faleceu de parada cardiorrespiratória provocada por pancreatite crônica e hipoglicemia. A governanta Dalva Borges foi a primeira a encontrá-lo em seu apartamento na Rua Frei Caneca, em São Paulo. O corpo do compositor foi velado no Palácio das Convenções do Anhembi, na capital paulista, para onde uma multidão convergiu a fim de lhe prestar as últimas homenagens. Os fãs tornaram-se órfãos de utopia.
Hoje, o grande desafio de todos aqueles que, seguindo as idéias de Raul Seixas, sonham e lutam por ideais utópicos que se mostraram inalcançáveis, será a dedicação a novos ideais, à descoberta de novos caminhos, pois sonho que se sonha junto é realidade, já dizia o compositor na canção “Prelúdio”, do LP “Gita”, de 1974.
Se você quiser saber mais sobre a vida e a obra de Raul Seixas, com todos os seus encantos e desencatos existenciais, leia o livro Novo Aeon: Raul Seixas no torvelinho de seu tempo, de minha autoria. Compre aqui.
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