O diabetes mellitus é uma disfunção do pâncreas que atinge o metabolismo da glicose e insulina, podendo haver prejuízo ou perda da captação da glicose.
Caracteriza-secomo uma doença crônico degenerativa que, nas Américas, atingiu um nº estimado de 35 milhões de portadores no ano de 2000, e de 64 milhões para o ano de 2025. Esse número está aumentando devido ao estilo de vida da população em geral, como o sedentarismo, o estresse diário e a má alimentação proveniente dos “fast-foods”.
O Diabetes mellitus é divido em quatro principais tipos: tipo 1 ou insulino-dependente, o tipo 2 ou insulino- independente, o Diabetes Gestacional e o Diabetes tipo 3 que possui relação direta com o mal de Alzheimer, doença responsável por destruir os neurônios. O achado da doença é recente e estudos mais específicos estão sendo realizados.
- O Diabetes tipo 1 caracteriza-se por uma “destruição” das células Beta do pâncreas responsáveis pela produção da insulina que pode ser causada pelo próprio sistema imune, tendo característica genética podendo ter seu diagnóstico na infância.
-O Diabetes tipo 2 caracteriza-se por uma disfunção ou uma resistência à captação da glicose pela insulina, no qual o pâncreas a produz, porém não consegue captara glicose para metabolizá-la, podendo ser adquirida através dos maus hábitos de vida.
-O Diabetes Gestacional pode ocorrer durante a gravidez e logo após a mesma,devido à produção exarcebada de um hormônio chamado gonadotrofina coriônica que é secretado pela mulher durante a gestação, podendo afetar o feto.
Os principais sintomas do diabetes são: poliúria, ou seja o indivíduo sente vontade de urinar constantemente devido ao aumento da função renal, polidipsia, onde o indivíduo sente muita sede e a polifagia, onde o indivíduo sente muita fome.
Para diagnosticar o Diabetes Melllitus, é necessária a realização de exames laboratoriais de glicose em jejum, hemoglobina glicosilada, curva glicêmica e níveis insulinêmicos.
Se não tratado, o diabetes pode representar um risco elevado na saúde geral do indivíduo. Complicações tardias como a retinopatia, neuropatias autonômica (cardiopatia) e periférica, nefropatia e hipoglicemia podem representar danos irreparáveis aos órgãos e membros.
O exercício físico acompanhado por especialistas possui efeito antiinflamatório diminuindo a ação das citocinas. A ação antiinflamatória é induzida pelo exercício aeróbio e exercício contra resistência (musculação por ex:). Atentamos que o exercício contra resistência deve ser realizado por esses indivíduos, sendo de suma importância na melhora dos receptores musculares de glicose (GLUT 4).
Além de diminuir a resistência a insulina, o exercício físico regular contribui na redução da glicose em jejum, na redução da hemoglobina glicosilada, na redução do colesterol total e melhora do colesterol HDL, na redução da pressão arterial, da resistência vascular periférica, dos níveis de triglicérides e na melhora da complacência arterial, reduzindo dessa forma as chances do desenvolvimento da arteriosclerose e aterosclerose.
O exercício físico tanto de natureza aeróbia (caminhada, corrida, bicicleta) quanto anaeróbia (musculação, ginástica com pesos), um rígido controle alimentar, utilização dos antidiabéticos orais e administração da insulina, são componentes necessários a uma gama de benefícios supracitados.
Uma equipe multidisciplinar envolvendo professores de Educação Física especializados, Nutricionistas e Médicos, demonstra ser de suma importância para o tratamento desta enfermidade. Mantenha-se ativo!!!







Quem quiser as referências, contate-me por e-mail!
ResponderExcluirE qual é o seu email?! Posta aí!
ResponderExcluirVictor Hugo, muito esclarecedor. Recomendo também o site http://www.diamundialdodiabetes.org.br/
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