A mera existência humana já é responsável por causar mudanças críticas em toda a natureza e em tudo em volta. Há consequencias para cada milímetro modificado. Algumas consequencias podemos considerar benéficas e outras maléficas. Além disso, a própria concepção de tais valores decorrem de uma interpretação, que pode variar de acordo com o tempo. Obviamente que saber dos riscos com antecedencia, e expô-las a quem quem que seja com o intuito de lucrar é algo muito prejudicial; o que podemos pensar é: prejudicial a quem? Quando não é prejudicial a nós, basta fazer vistas grossas? Ex.: os produtos made in china. Se o leite das vacas tratadas com hormonios, conforme mostra o documentário, gerou problemas a quem os consumia, mas gerou lucro a quem os produziu. Aí é uma questão política de punir a quem faz o mal na sociedade, contudo a justiça não é um ente despersonalizado. São juizes, promotores, procuradores, conciliadores, advogados, entre outros, humanos, egoístas, limitados, corruptíveis... O resultado é que quem deveria ser punido não é punido. Assim como a Justiça, o Governo é composto por pessoas semelhantes. Quando o documentário diz que as previsões de 25 anos atrás correspondem ao exato quadro de degradação de temos hoje, e que as nossas previsões provavelmente estarão corretas daqui a 25 anos, não é dificil entender que somos limitados, imediatistas. Nosso próprio ciclo de vida é de no máximo 120 anos. Na média uns 80 anos. Sendo que os 20 iniciais quase nada podemos fazer, e os 20 finais também são bastante limitadores, nos restando apenas bons 40 anos. Desses 40 anos dispomos 1/3 a dormir, 1/3 a trabalhar e apenas 1/3 LIVRE. Contabilizando cerca de 13 anos. Além disso há a questão da ignorância em sentido amplo: porque eu me importaria com o que está acontecendo na China? O que eu poderia fazer? Se eu tenho 100 reais e conseguiria comprar apenas 1 camisa de Marca, ou 20 camisas made in china, não me importa "o que custou" para a China conseguir fazer isso. É um escolha que poucos podem fazer já que a maioria da população não recebe o suficiente a ponto de priorizar certos valores éticos antes do que a própria fome, o próprio frio. Um produto politicamente correto é muito mais caro ... depois continuo
É um ótimo documentário. Mas o fato é que o povo só se mexe quando a chapa está bem quente, quando a situação está muito crítica. Enquanto estiver mais ou menos, ou suportável, o cidadão mediano estará satisfeito. Pois quem irá colocar sua vida em risco por uma causa futura e portanto invisível naquele momento? Mesmo que haja alguém afirmando o que ocorrerá no futuro próximo, e dizendo a nós o que devemos fazer, geralmente tendo que confrontar grandes empresa ou o Governo (isso signifca repressão, polícia, tiro de borracha, gás lacrimogênio, entre outros). A não ser que a causa seja imediata e fácil de se conseguir apoio e "massa de manobra", é um risco enorme. Acredito no poder de fazermos nossas escolhas no dia-a-dia, de modo a contribuirmos com aquilo que achamos menos errado. Eu posso comer um hotdog da barraquinha do autonomo da rua ao invés de comer um Mcdonalds. Imagine esse recurso e seus possíveis destinos... Nada impede que o autonomo utilize do dinheiro que você gastou comprando o cachorro quente dele para que comprasse uma pedra de crack. Assim indiretamente você contribuiu para a causa das drogas. É um risco. Mas de qualquer forma de a terra está desse jeito é porque foi, provavelmente, o melhor jeito que encontramos até agora de nos relacionarmos com ela. Uma mudança depende de vários fatores e várias pessoas.
Rafael, temos apenas 13 anos de vida livre!?! Então temos que aproveitar bem - amor fati. Mas aproveitar bem quer dizer pensar nas consequências presentes e futuras dos nossos atos.
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A mera existência humana já é responsável por causar mudanças críticas em toda a natureza e em tudo em volta. Há consequencias para cada milímetro modificado. Algumas consequencias podemos considerar benéficas e outras maléficas. Além disso, a própria concepção de tais valores decorrem de uma interpretação, que pode variar de acordo com o tempo.
ResponderExcluirObviamente que saber dos riscos com antecedencia, e expô-las a quem quem que seja com o intuito de lucrar é algo muito prejudicial; o que podemos pensar é: prejudicial a quem? Quando não é prejudicial a nós, basta fazer vistas grossas? Ex.: os produtos made in china.
Se o leite das vacas tratadas com hormonios, conforme mostra o documentário, gerou problemas a quem os consumia, mas gerou lucro a quem os produziu. Aí é uma questão política de punir a quem faz o mal na sociedade, contudo a justiça não é um ente despersonalizado. São juizes, promotores, procuradores, conciliadores, advogados, entre outros, humanos, egoístas, limitados, corruptíveis... O resultado é que quem deveria ser punido não é punido.
Assim como a Justiça, o Governo é composto por pessoas semelhantes.
Quando o documentário diz que as previsões de 25 anos atrás correspondem ao exato quadro de degradação de temos hoje, e que as nossas previsões provavelmente estarão corretas daqui a 25 anos, não é dificil entender que somos limitados, imediatistas. Nosso próprio ciclo de vida é de no máximo 120 anos. Na média uns 80 anos. Sendo que os 20 iniciais quase nada podemos fazer, e os 20 finais também são bastante limitadores, nos restando apenas bons 40 anos. Desses 40 anos dispomos 1/3 a dormir, 1/3 a trabalhar e apenas 1/3 LIVRE. Contabilizando cerca de 13 anos.
Além disso há a questão da ignorância em sentido amplo: porque eu me importaria com o que está acontecendo na China? O que eu poderia fazer? Se eu tenho 100 reais e conseguiria comprar apenas 1 camisa de Marca, ou 20 camisas made in china, não me importa "o que custou" para a China conseguir fazer isso. É um escolha que poucos podem fazer já que a maioria da população não recebe o suficiente a ponto de priorizar certos valores éticos antes do que a própria fome, o próprio frio.
Um produto politicamente correto é muito mais caro ... depois continuo
É um ótimo documentário. Mas o fato é que o povo só se mexe quando a chapa está bem quente, quando a situação está muito crítica. Enquanto estiver mais ou menos, ou suportável, o cidadão mediano estará satisfeito. Pois quem irá colocar sua vida em risco por uma causa futura e portanto invisível naquele momento? Mesmo que haja alguém afirmando o que ocorrerá no futuro próximo, e dizendo a nós o que devemos fazer, geralmente tendo que confrontar grandes empresa ou o Governo (isso signifca repressão, polícia, tiro de borracha, gás lacrimogênio, entre outros). A não ser que a causa seja imediata e fácil de se conseguir apoio e "massa de manobra", é um risco enorme.
ResponderExcluirAcredito no poder de fazermos nossas escolhas no dia-a-dia, de modo a contribuirmos com aquilo que achamos menos errado. Eu posso comer um hotdog da barraquinha do autonomo da rua ao invés de comer um Mcdonalds. Imagine esse recurso e seus possíveis destinos... Nada impede que o autonomo utilize do dinheiro que você gastou comprando o cachorro quente dele para que comprasse uma pedra de crack. Assim indiretamente você contribuiu para a causa das drogas. É um risco. Mas de qualquer forma de a terra está desse jeito é porque foi, provavelmente, o melhor jeito que encontramos até agora de nos relacionarmos com ela. Uma mudança depende de vários fatores e várias pessoas.
Rafael, temos apenas 13 anos de vida livre!?! Então temos que aproveitar bem - amor fati. Mas aproveitar bem quer dizer pensar nas consequências presentes e futuras dos nossos atos.
ResponderExcluirEra melter o homem nem ter descoberto o Fogo, nem a roda, nem a escrita, .............
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