Há de ser tudo da lei

O Brasil cresceu 0% no terceiro trimestre de 2011

O crescimento do PIB brasileiro no terceiro trimestre de 2011 foi de 0%, ou seja, não cresceu.. Mas o País ficou estagnado? Não. Ele simplesmente não cresceu mais do que no trimestre anterior.

Em comparação com o terceiro trimestre de 2010 ele cresceu 2,1%. Se compararmos com o terceiro trimestre de 2000 o crescimento deve ser maior que 100%!!

Mas por que então essa notícia é ruim? Por que o PIB e conseqüentemente o lucro das empresas tem sempre que crescer? Por que obter lucros milionários constantes todos os anos não agrada “opinião publica”?

Eu acredito que a resposta seja: Por causa dos “especuladores”!

As empresas de capital aberto distribuem suas ações no mercado. Os especuladores compram essas ações a 10 reais e querem vender a 20. E o que puxa os preços delas? O crescimento do lucro! As ações só crescem se os lucros crescerem.

Em um cenário onde a ação vale 10 reais, o lucro da empresa é 1 bilhão por exemplo. Para a ação valer 20 o lucro tem que ser 2 bilhões. Na verdade o jogo é tão especulado que a ação vale 10 em um cenário onde o lucro já deveria ser 2 bilhões!

Por isso existe essa paranóia por crescimento, crescimento, crescimento! Lucrar só não basta, tem que lucrar de forma crescente!

Se as pessoas investissem se preocupando mais com a relação preço da ação/dividendos, no lugar de especularem com compra e venda de ações, gráficos e ganhos de curto prazo, o mundo econômico seria um lugar melhor!

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O que é ser Rico por Gustavo Cerbasi?

Ser rico é ter liberdade de escolha. É trabalhar com o que gosta estar com amigos sempre que possível, ter hábitos e manias que lhe façam bem, enfim, ser feliz. Ser rico pode ou não custar muito dinheiro, depende essencialmente de você e de seus valores pessoais. Porém, é inegável que ter uma bela reserva financeira ou até uma situação de independência financeira nos torna mais ricos.

A independência financeira nos permite assumir atividades profissionais que nos tragam prazer, mesmo que possam não nos remunerar bem. Também permite que administremos imprevistos financeiros com maior tranqüilidade, o que preserva nossa saúde.

Se você quer ser rico, faço duas sugestões: consuma com qualidade, obtendo prazer do uso de seu dinheiro, e invista regularmente e com qualidade, para que tenha a certeza de não perder, no futuro, seu consumo prazeroso.

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31 de outubro é o dia do Saci!


Dia do Saci em Vitória (ES)


Câmara Municipal de Vitória
Estado do Espírito Santo

LEI Nº 6. 363
O Presidente da Câmara Municipal de Vitória, Capital do Estado do Espírito Santo, nos termos do § 1º do Art. 83 da Lei Orgânica do Município de Vitória, sanciona a seguinte Lei:Institui o Dia do Saci no Município de Vitória.

Art. 1º. Fica instituído no calendário de comemorações oficiais do município de Vitória, o Dia do saci, do curupira, da cuca, do boitatá, da mula sem cabeça, da iara e do boto, a ser comemorado anualmente no dia 31 de outubro, levando ao conhecimento dos capixabas o folclore brasileiro.

Art. 2º. As escolas no âmbito do município de Vitória poderão, através de apresentações culturais divulgar o folclore brasileiro.

Art. 3º. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio Attílio Vivacqua, 29 de julho de 2005.
Alexandre Passos
PRESIDENTE
Proc. nº 1384/2005 - CMV
EH

Dia do Saci no Estado São Paulo


GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO

Lei nº 11.669, de 13 de janeiro de 2004

Projeto de lei nº 1128/2003, do deputado Afonso Lobato - PV
Institui o "Dia do Saci"
O GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO:
Faço saber que a Assembléia Legislativa decreta e eu promulgo a seguinte lei:

Artigo 1º - Fica Instituído o "Dia do Saci", a ser comemorado, anualmente, no dia 31 de outubro.

Artigo 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Palácio dos Bandeirantes, aos 13 de janeiro de 2004.
Geraldo Alckmin
Cláudia Maria Costin - Secretária da Cultura
Arnaldo Madeira Secretário - Chefe da Casa Civil
Publicada na Assessoria Técnico-Legislativa, aos 13 de janeiro de 2004
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Como seria a capa da Veja em 13 de maio de 1888?


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E o salário, ó!


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Jô Soares denuncia a Globo

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Câmara amplia para até 90 dias o tempo de aviso prévio

O trabalhador brasileiro conquistou mais um benefício, que foi a possibilidade de aumento do aviso prévio em 90 dias. O governo fez o seu papel e agiu de forma a tornar o jogo do capitalismo mais justo.

Porém parece que os empresários não gostaram da medida. Uma outra pessoa também não gostou. A repórter Mirian Leitão.

Segue um trecho do comentário dela referente ao assunto. O texto chega a ser cruel!

“O sindicatos defendem quem está no mercado formal e, ao longo do tempo, foram se acumulando as vantagens. Já havia aviso prévio de 30 dias - agora pode chegar a 90, dependendo do tempo trabalhado. O trabalhador tem o FGTS, que vai recolhendo ao longo do tempo; e o empregador ainda tem de pagar 40% sobre o saldo do Fundo, um terço sobre as férias, 13º; 13º e férias proporcionais, quando é demitido; PIS, dependendo do valor do salário, e seguro-desemprego de seis meses, além da aposentadoria por tempo de contribuição.”
Fonte:http://oglobo.globo.com/economia/miriam/posts/2011/09/22/aviso-previo-de-90-dias-aumenta-desigualdade-no-mercado-de-trabalho-407096.asp

Realmente, graças a Deus os trabalhadores conquistaram todos esses direitos. Enquanto estivermos lidando com seres humanos teremos que tratá-los assim. Talvez na era dos robôs não será necessário “gastar” tanto para ter o conhecimento, a habilidade, a força, a inteligência, as idéias, a saúde, a criatividade e principalmente o tempo dos funcionários utilizados em prol da empresa.

Hoje o trabalhador tem direito a 30 dias de aviso prévio, isso quer dizer que se o patrão resolver demiti-lo do nada, ou seja, sem justa causa, ele terá o direito de passar mais 30 dias na empresa e receber um salário no final do mês para garantir a escola e a comida dos filhos até ele encontrar outro emprego. 

Com essa nova medida, o trabalhador que for demitido após ter trabalhado por 30 anos, terá o direito de permanecer por mais 90 dias na empresa e receber 3 salários. O que é muito justo, pois é muito mais difícil para uma pessoa de mais de 50 anos voltar ao mercado de trabalho do que para um jovem de 25 ou 30.

Nos estados unidos o tempo de aviso prévio é zero. Em uma realidade onde chove empregos e oportunidades pode até funcionar, mas atualmente eu acho que isso não está funcionando muito bem por la não! Na frança pode chegar a seis meses. 

Portanto, sim será mais caro contratar as pessoas, mas os senhores empresários devem colocar isso nos seus planos de negócios quando forem montar uma empresa e aceitar que os lucros serão impactados em função de garantias básicas aos funcionários. Estamos lidando com seres humanos!
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As Loucuras de Dick e Jane

Com muito humor e um certo exagero, esse filme nos mostra o que a derrota no jogo do capitalismo pode fazer com uma pessoa!


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Qual é o papel da arte na crítica da desumanização promovida pelo capitalismo tardio e sua barbárie?

“A crítica cultural encontra-se diante do último estágio da dialética entre cultura e barbárie: escrever um poema após Auschwitz é um ato bárbaro, e isso corrói até mesmo o conhecimento de por que hoje se tornou impossível escrever poemas”. Theodor W. Adorno, Prismas



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Qual seria o mundo real,o virtual ou o clássico?

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Sem medo da chuva

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The Corporation: a busca patológica por lucro e poder

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Paradoxo nativo « CartaCapital

Paradoxo nativo « CartaCapital

Vladimir Safatle

O Brasil é um país peculiar. Talvez não haja uma nação no mundo onde se fale tanto em educação. Todos os dias vemos comentários na mídia, declarações de políticos apontando a educação como prioridade, empresários pregando mais atenção à formação, especialistas com planos mirabolantes. No entanto, os resultados são, fora algumas exceções que merecem nota, absolutamente desalentadores. Esse paradoxo aparente pode ser explicado de maneira relativamente simples: fala-se muito para dar a impressão de que os problemas educacionais brasileiros são profundamente complexos e compreensíveis apenas para uma minoria de especialistas que cobram consultorias a preço de ouro. Nossos problemas educacionais são, porém, básicos e pedem apenas uma combinação de políticas de longo prazo com investimentos maciços, ou seja, perseverança e dinheiro.
Um exemplo maior dessa estratégia toca a situação dos professores. Não é necessária muita investigação para entender que o sucesso do processo educacional tem, como condição necessária, a existência de um corpo de professores altamente qualificado e motivado. Para termos tal corpo, faz-se necessário que a profissão de professor seja atrativa aos olhos dos nossos jovens mais brilhantes. Eles devem se sentir motivados a abraçar a carreira, eles devem identificá-la como uma carreira capaz de garantir um sólido reconhecimento social. Caso isto não ocorra, eles simplesmente procurarão outra profissão.
Agora, procure responder à seguinte pergunta: por que um ótimo estudante de Física assumiria uma carreira em que os salários são algo próximo do ridículo, as condições de trabalho são precárias e a carga horária não dá espaço para pesquisa e reciclagem? Nesse sentido, vale a pena lembrar que, quando apareceu a proposta de um patamar nacional mínimo de salários para professores, seu valor não passava de 900 reais. Mesmo assim, vários governadores procuraram vetá-lo porque a lei insistia que os professores não deveriam ter toda sua carga horária dentro de sala de aula. Maneira de lembrar que professores são pagos também para preparar aulas e pesquisar. Isto, diziam alguns governadores, aumentaria em demasia o custo da educação.
Antes de discutirmos o ponto relacionado aos custos, vejam como se constrói um sofisma. Vez por outra, alguém aparece para falar que a equação altos salários/boa educação não se sustenta. Elas simplesmente confundem “condição necessária” com “condição suficiente”. Não há nenhuma equação biunívoca que garanta a qualidade da educação, mas há um conjunto de fatores que, quando presentes, fornece resultados robustos. Da mesma forma, outros gostam de falar que o que motiva professores não é necessariamente o salário, mas “a grandeza da profissão”, “o prazer de ensinar” e outras pérolas do gênero. Alguém deveria sugerir uma lei para limitar o cinismo desses arautos do altruísmo alheio.
Outro ponto importante diz respeito à ausência de um sistema unificado de controle da qualidade do ensino. Pelos processos de avaliação como o Enem, a Prova Brasil e outros, o governo procurou- minimizar esse ponto. Mas precisamos de um sistema nacional de avaliação contínua da qualidade das aulas e das condições escolares (como existência de bibliotecas dignas desse nome, laboratórios, espaços de estudos- etc.). Isso só poderia ser feito pela criação de uma inspetoria-geral.
Precisamos de um órgão, ligado ao Ministério da Educação, composto de inspetores responsáveis por avaliar aulas, programas, o uso de materiais didáticos, assim como unificar currículos mínimos e cobrá-los. Isso deveria ser aplicado tanto em escolas públicas quanto em escolas privadas (cuja qualidade está longe do valor surreal cobrado por suas mensalidades). Precisamos de um verdadeiro currículo mínimo nacional obrigatório capaz de organizar os conteúdos didáticos de todo o processo escolar. Qualquer professor sabe que, devido à ausência de tal currículo, nossos alunos são obrigados, muitas vezes, a enfrentar uma profunda desarticulação entre as matérias dadas em diversos anos, repetindo de maneira irracional conteúdos e subexplorando processos cumulativos.
Alguns costumam dizer que a imposição de um currículo mínimo nacional obrigatório seria um atentado contra a diversidade das perspectivas de ensino, a multiplicidade dos métodos de aprendizado e as diferenças regionais deste país continental. Talvez eles queiram, com isso, esconder o fato de que, por mais diversos que sejamos, os alunos devem aprender os mesmos conteúdos. As regras de geometria analítica são as mesmas em São Paulo e em Alagoas. Os horrores da ditadura devem ser ensinados independentemente do método de ensino ser montessoriano, construtivista ou tradicional. Muitas vezes, o discurso da multiplicidade e da diversidade é apenas uma cortina de fumaça contra a incapacidade de realmente ensinar. Podemos nunca chegar a um acordo completo a respeito do que devemos ensinar aos nossos alunos. Mas temos um acordo mínimo. Por mais que tenhamos visões múltiplas a respeito do conhecimento, não creio existir alguém sensato que diria que as leis da física newtoniana e as condições socioeconômicas que levaram à Segunda Guerra Mundial não são conteúdos relevantes para ser ministrados aos nossos alunos.
Por outro lado, a autonomia federativa em relação às escolas de ensino fundamental e médio não pode servir de argumento para o bloqueio do desenvolvimento de políticas nacionais unificadas. Tal autonomia serve, muitas vezes, para justificar as piores distorções. Lembremos, por exemplo, de certos discursos que apareceram tentando justificar o fato de o governo FHC ter vetado o ensino obrigatório de filosofia e sociologia. Não foram poucos aqueles que destilaram o pior preconceito regional, afirmando que tal lei não faria sentido nos rincões do País. Para quem acha que depois do Rio Tietê só há mato, não faz mesmo muito sentido ensinar filosofia nos rincões. Já para quem não é acometido dessa alucinação visual herbária, um currículo nacional mínimo continua sendo necessário.
Por sinal, esse exemplo também vale para criticarmos o que poderíamos chamar de “o mito coreano”. Trata-se desse mantra, impulsionado por uma certa mídia, de que o Brasil deveria fazer na educação o que fez a Coreia do Sul. Sugiro que conheçam melhor a realidade educacional da Coreia do Sul, com sua ignorância a respeito dos modelos de pesquisa em ciências humanas e desenvolvimento do pensamento crítico. Desde o início do século XX, há no Brasil aqueles que gostariam de resolver o problema da educação a partir do paradigma da “formação da mão de obra qualificada”. Sem negligenciar tal problema, valeria a pena lembrar que a formação educacional não se resume a isso. Queremos formar trabalhadores, mas também cidadãos conscientes, sujeitos com alta capacidade crítica, indivíduos criativos, e para tanto não creio que o mito coreano possa nos ajudar.
Há ainda um último ponto a ser lembrado. Andando na contramão dos países desenvolvidos, o Brasil conseguiu desperdiçar todas as chances de dar realidade aos projetos de escola em tempo integral. Não é difícil compreender que o aluno que fica mais tempo na escola pode aprender mais e de maneira mais articulada. A imersão no ambiente escolar permite o desenvolvimento de atividades complementares e reforço de atividades de base. Desde a corajosa política dos Cieps, levada a cabo por Darcy Ribeiro, nunca mais o Brasil procurou implementar um plano de larga escala para o desenvolvimento de escolas em tempo integral. Por mais que tentemos inventar soluções paliativas e manobras diversionistas, não haverá melhora efetiva de nosso ensino sem estes três pilares (valorização da carreira de professor, avaliação contínua da qualidade por meio de inspetorias e escola em tempo integral).
Neste ponto, alguém poderia dizer que a implementação em larga escala de tais escolas seria impossível do ponto de vista financeiro. Aqui, podemos, enfim, discutir essa questão importante. O maior imposto que a classe média paga é a escola privada. Se uma família tiver dois filhos, ela pagará algo em torno de 2 mil e 3 mil reais por mês para a educação. Como essa família não tem escolha, já que ela não pode colocar seus filhos em escolas públicas, o melhor nome para esse gasto é “imposto”. A maior desoneração de impostos que um governo pode fazer no Brasil é dar à população a possibilidade de colocar seus filhos em uma boa escola pública. Sendo assim, para desonerar esse imposto, justifica-se a criação de algo como um “imposto vinculado aos gastos de educação” e que seria progressivo em relação à renda da população. Um imposto certamente muito menor do que as mensalidades que somos obrigados a pagar. Tal política certamente permitiria a criação de um forte sistema qualificado de escolas em tempo integral, fornecendo mais dinheiro para nossas políticas educacionais.
Isto é apenas um exemplo de como não devemos nos acomodar ao discurso fatalista de que não há como resolver nossos problemas elementares de educação. Esperamos daqueles que nos governa não a resignação e o pedido de paciência infinita diante dos problemas, mas a criatividade política que sabe encontrar saídas novas.
Talvez um bom exemplo do que somos capazes deve ser procurado no ensino universitário público. Durante a década de 90, o governo nos dizia ser impossível financiar um novo ciclo de expansão das universidades públicas, o que levou à política equivocada de estimular a proliferação de faculdades e universidades privadas de qualidade, muitas vezes, catastrófica. O Brasil sofreu e ainda sofre muito devido a tal equívoco. Mas vimos nos últimos anos como tal tendência poderia ser invertida. Graças a uma política acertada, o Brasil deve ter se tornado um dos únicos lugares do mundo onde, em vez de fecharmos universidades e departamentos (e lembraria que isso ocorre atualmente em países como o Reino Unido), construíram-se novos campi. Esse robusto ciclo de crescimento da universidade pública produzirá, no médio prazo, um impacto importante na qualidade de nosso ensino e pesquisa.
Defender e desenvolver novas universidades é algo que aparece como um imperativo. Talvez essa experiência sirva de exemplo. Ela nos mostra que, a partir do momento em que um governo coloca questões educacionais como prioridade real, soluções podem sempre ser encontradas.
Vladimir Safatle é professor de filosofia da USP
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Raul Seixas: o lado B do lado A

Por Vitor Cei

Você deve conhecer o lado A do cantor e compositor Raul Seixas. O estereótipo criado em torno da figura do baiano gira em torno de chavões como maluco beleza, doidão, anarquista, drogado e afins. Reconhecido como um dos pioneiros da contracultura no Brasil, ele integrou a turma do desbunde, aquela galera que escutava rock, lia os poetas beat, fazia filmes em Super-8, não cortava os cabelos e preferia fumar maconha a pegar em armas. Contra a violência da ditadura militar, curtição e ações pacíficas.


É certo dizer que o estereótipo maior do “maluco belezaque rotula a vida e a obra de Raulzito tem um fundo de verdade. Todavia, os chavões servem para ofuscar certas facetas sensacionais de um artista que se autodeclarou “metamorfose ambulante”. Multifacetado, o artista agiu e pensou livremente, criando e auto-afirmando seus próprios valores, sem jamais se fixar em alguma certeza absoluta. Raul Seixas viveu como um indivíduo descentrado, inconstante, efêmero e transitório, com suas rupturas e descontinuidades. A arte de Raul Seixas, nascida de experiências que brotam da concreta vida cotidiana, é impregnada de ressonância e profundidade místicas que a impelem para além de seu tempo e lugar.

O enaltecimento da metamorfose ambulante, isto é, do indivíduo fragmentado, descentrado, disposto a afirmar sua singularidade contra o rigor de todas as opressões, nos leva o lado B de Raul Seixas. Em sua discografia, os irracionalismos, as antíteses e os antagonismos extremados ocupam o centro da cena. Ele mistura, em sua obra, diferentes ritmos e estilos musicais, poesia e música, filosofia e astrologia, ocultismo e religião, crítica social e desbunde, tudo regado ao uso de drogas lícitas e ilícitas.

A linguagem de Raul Seixas, imbuída de desbunde, do espírito rebelde, lúdico e libertino dos inconformados de seu tempo, que preferiram a expressão à construção, é formada por um vocabulário polissêmico, simbólico, repleto de figuras de linguagem, metáforas, alegorias, metonímias, regionalismos nordestinos, gírias urbanas e prosopopéias. Inseridas na indústria cultural, suas canções transmitem pensamentos sob forma figurada, disfarçada, muitas vezes ambígua, exigindo que o ouvinte interprete as idéias embutidas figurativamente em seus versos. Com essas características, suas músicas muitas vezes são recusadas por intelectuais e ativistas engajados, enquanto nem sempre são compreensíveis para as massas incultas. E poucos conhecem perfil intelectual de Raul Seixas, que foi um homem erudito, leitor voraz dos clássicos da filosofia e da literatura universal.



O escritor e filósofo Raul Seixas eliminou as fronteiras entre as culturas popular, erudita e de massa. Em sua obra encontramos referências implícitas ou explícitas a diversos autores brasileiros ou estrangeiros: Elvis Presley, Bo Diddley, Beatles, Bob Dylan, Jerry Lee Lewis, Luiz Gonzaga, Friedrich Netzsche, Pierre-Joseph Proudhon, Aleister Crowley, dentre muitos outros. Este último, atualmente pouco conhecido pelo grande público, foi um mago, poeta e escritor inglês que despertou muito interesse entre artistas nos anos 1960 e 1970, tornando-se guru da contracultura e do rock.

Exemplar é a capa do álbum Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band (BEATLES, 1967), criação do artista Peter Blake, que reúne imagens de 62 pessoas a quem os Beatles admiravam. Podemos ver o rosto de Aleister Crowley (segundo, da esquerda para direita) na linha de cima, entre o guru hindu Swami Sri Yukteswar Giri e a atriz americana Mae West. 




Outros astros do rock compatriotas do mago também prestaram suas homenagens: Jimmy Page, guitarrista do Led Zepellin, teria comprado a Boleskine House, refúgio de Crowley na Escócia, às margens do lago Ness, enquanto Ozzy Osbourne compôs a música “Mr. Crowley” em sua homenagem


No Brasil, o mais ilustre seguidor do ocultista inglês foi Raul Seixas. Embora o cantor nunca tenha comentado publicamente com clareza e detalhes suas experiências em sociedades iniciáticas, as canções explicitam que ele lançou sua Sociedade Alternativa a partir dos ensinamentos de Crowley. Uma das referências mais claras ao mago, na discografia de Raul, é a canção “A Lei”, do LP A Pedra do Gênesis (SEIXAS, 1988), tradução do texto Líber Oz, de Crowley, que anuncia a Lei de Thelema.

Thelema é uma palavra grega que significa vontade. Para os thelemitas (seguidores da Lei de Thelema, dentre os quais podemos incluir Raulzito), a sua máxima, longe de ser apenas um bordão, consiste na fórmula mágica do Novo Aeon, a nova era que os jovens tentavam materializar em comunidades alternativas e pela qual tanto ansiavam.

Cada Aeon (grande período espiritual) é caracterizado por uma fórmula mágica que consistiria no enunciado de como os fatos e as teorias cosmológicas são percebidos, podendo tomar a forma de axiomas ou conjuntos de símbolos que aumentariam a capacidade dos indivíduos de perceberem a si mesmos e ao universo.


Na década de 1970, a formação de grupos e ordens iniciáticas, esotéricas, era uma forma comum de reunir pessoas com idéias transgressoras. Nesse contexto, Raul Seixas se apropriou da idéia do Novo Aeon apresentada por Aleister Crowley para formular o seu próprio projeto de uma Sociedade Alternativa.

Raul Seixas, coerente com a fórmula do Novo Aeon, foi um poeta da liberdade irrestrita e da vontade como máxima soberana, além de defensor do uso de sexo e drogas para fins mágicos. Foi partidário de um individualismo extremista, apregoando a autonomia individual na busca da liberdade e na satisfação das inclinações naturais, em detrimento da hegemonia da coletividade massificada e despersonalizada. Sua arte condena todas as formas de poder e autoridade que restrinjam a soberania e a liberdade absolutas do indivíduo.


A Lei de Thelema emerge da crença na inutilidade das lutas no campo político-institucional, pois redundariam sempre em alguma forma de opressão ao indivíduo. A transformação social viável para resolver os problemas do homem dentro da sociedade poderia ser alcançada na medida em que cada um pensasse e agisse por si próprio, emergindo das massas, suprimindo todas as formas de autoridade estabelecidas, tendo em vista a realização dos desejos individuais.

Atento às tensões políticas e socioculturais de seu tempo, um esperançoso compositor oferecia ao público a promessa de superação do sofrimento imposto pela sociedade autoritária. Mas uma proposta política concreta estava ausente, visto que sua utopia individualista se sobrepõe a tudo, mesmo que ironicamente.
Quer a Sociedade Alternativa venha ou não a se realizar, a obra de Raul Seixas permanece importante por sua força imaginativa, utópica, por sua expressão e percepção das (im)possibilidades que permeiam a vida contemporânea. Esse é o seu legado para as gerações que se seguem, conforme o próprio compositor afirmou na canção-testamento “Geração da Luz”.

Para saber mais sobre o Lado B de Raul Seixas, conhecendo os problemas políticos, existenciais e socioculturais que marcaram seu tempo, num questionamento das conexões entre produção cultural e vida social, detectando, ampliando e registrando alguns problemas do nosso país, leia o meu livro Novo Aeon: Raul Seixas no torvelinho de seu tempo, publicado em 2010 pela Editora Multifoco, do Rio de Janeiro.

Resultado da minha pesquisa de mestrado em Estudos Literários, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Letras da UFES, a obra aborda a concepção de Novo Aeon apresentada por Raul Seixas em suas músicas. Reunindo letras, entrevistas e outros textos avulsos do artista, o livro ajuda a compreender a música de Raulzito à luz da multiplicidade de problemas que formam a experiência cultural brasileira. Através de minha interpretação e o entrelaçamento de discussões com teóricos fundamentais para a compreensão do tema, apresento uma análise das questões que animaram as décadas de 1970 e 80: autoritarismo, censura, desbunde, contracultura, ocultismo, indústria cultural, melancolia e niilismo


Leia

Vitor Cei Santos
Novo Aeon: Raul Seixas no torvelinho de seu tempo
Editora Multifoco
224 páginas
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“Só sei que nada sei.”

“Só sei que nada sei.”
Também não tenho certeza quem escreveu isso: há divergências, uns dizem Sócrates; outros Platão. Mas isso não vem ao caso.
O Brasil é um país rico. Mais de 80% de sua população é pobre.
De acordo com o Instituto Teotônio Vilela (ITV), o Censo mostra que a pobreza está muito longe de ser superada no país. Mais de 60% das famílias brasileiras têm renda per capita inferior a um salário mínimo, 16,3 milhões de indivíduos vivem na miséria extrema e 14 milhões de pessoas não dispõem de banheiro em casa.
De acordo com o Jornal TERRA “O governo federal anunciou nesta terça-feira que a linha oficial de extrema pobreza no País é de R$ 70 per capita por mês. O anúncio foi feito pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, e o valor servirá de base para as ações do Plano Brasil sem Miséria que a presidente Dilma Rousseff deverá apresentar ainda este mês. No Brasil, 16,27 milhões de pessoas estão nesta condição, o que representa 8,5% da população.”
Afinal, o que leva um país tão rico como o Brasil a ter tantos miseráveis? É uma questão complexa que remonta desde a colonização do tipo exploratória pelos portugueses. Foi lá o jeitinho brasileiro foi concebido. Mas não justifica por que perdura até hoje esse modelo que é uma mistura de exploração com uma pitada de burlação adicionando a isso o alto grau de impunidade àqueles que cometem as infrações. Burlar a lei virou mania, virou exemplo a ser seguido. É possível ver nos pequenos atos do dia a dia que onde é possível tirar uma vantagem há sempre um burlando para se dar bem.
De acordo com Thaís Battibugli, “é natural a uma sociedade de cultura cívica “incivil”, deixar alguém guardando lugar na fila para ganhar tempo, chegar atrasado a compromissos, colar nas provas, estacionar em local proibido, parar o carro em cima de calçadas, sonegar impostos. Essa realidade produz um vasto sistema de privilégios e de extorsão da renda do próximo (Santos, 1994, p. 110-111; 114)”
Resumindo, somos todos culpados e responsáveis por essa sociedade que se mostra aí. A sociedade é um reflexo de seu povo. Lembro de uma reportagem que o Pânico na TV ou o CQC fez, não lembro quem exatamente, naquela época em que o Sarney estava envolvido em várias falcatruas e o povo se revoltava em uma manobra midiática (sabe-se lá qual era o interesse). Nessa reportagem os cidadãos era parados e indagados: “O sr. Sabe quem é o presidente do Senado? –Sim, sei, é o Sarney. –O que o Sr. Acha da política do Sarney?” Entre as mais variadas respostas, incluiam xingamentos, calúnias, difamações, entre outros. Em detemrinado momento o repórter pedia para que o cameramen desligasse o aparelho (mas ele não desligava, continuava a gravar sem que o entrevistado soubesse), então o repórter explicava: “Senhor, acontece que estamos gravando uma reportagém pró-Sarney, isto é, nós apoiamos o Sarney e (retirando algumas cédulas da carteira e oferecendo ao entrevistado) precisamos de depoimentos favoráveis para fazer nossa entrevista. O sr. Topa?” A cada 10 entrevistados, 8 aceitaram a “propina”; 1 ficou sem graça porque ele já tinha se maniefestado contra e não queria mudar de opinião tão rapidamente; e somente 1 negou veêmentemente a “proposta” e ainda passou o sabão no repórter.
E essa cultura brasileira vai muito além: cd’s, dvd’s piratas em qualquer banquinha; comprar produtos sem nota fiscal, roubados, furtados, contrabandeados. E de forma eletronica: uso de programas crackeados, softwares destravados, baixar filmes da internet sem nada pagar a ninguém: (basta acessar um dos tantos sites, ex.: www.baixaki.com.br; www.thepiratebay.org; http://isohunt.com/;
Para baixar série gratuitamente: http://www.baixartv.com/; www.baixarseriados.net/; www.seriesparabaixar.net/; entre outros. Se o problema é legenda, tá resolvido: http://legendas.tv/;
Vivemos numa sociedade onde os valores estão totalmente invertidos. Será que o novo jeito “certo” de se fazer as coisas é certo ou bom? Quando será que virá a colheita disso que semeamos no nosso dia a dia? Como já dizia minha vó “Quem viver verá!”.
Contudo nada impede de colocar em prática e viver sob aquilo que achamos certo. Por exemplo, há um grupo de pessoas que idealizam e irão colocar em prática uma nova forma de sociedade. É possível conseguir maiores informações no site: http://movimentozeitgeist.com.br/. Pode a princício parecer papo de doido, mas quando há esforços suficientes é possível a transformação para um novo modelo.
Fica então a frase para você, leitor: no que você acredita? O que você tem feito para transformar as coisas à sua volta?
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THE SLOW SCIENCE MANIFESTO





We are scientists. We don’t blog. We don’t twitter. We take our time.

Don’t get us wrong—we do say yes to the accelerated science of the early 21st century. We say yes to the constant flow of peer-review journal publications and their impact; we say yes to science blogs and media & PRnecessities; we say yes to increasing specialization and diversification in all disciplines. We also say yes to research feeding back into health care and future prosperity. All of us are in this game, too.

However, we maintain that this cannot be all. Science needs time to think. Science needs time to read, and time to fail. Science does not always know what it might be at right now. Science develops unsteadi­ly, with jerky moves and un­predict­able leaps forward—at the same time, however, it creeps about on a very slow time scale, for which there must be room and to which justice must be done.

Slow science was pretty much the only science conceivable for hundreds of years; today, we argue, it deserves revival and needs protection. Society should give scientists the time they need, but more importantly, scientists must take their time.

We do need time to think. We do need time to digest. We do need time to mis­understand each other, especially when fostering lost dialogue between humanities and natural sciences. We cannot continuously tell you what our science means; what it will be good for; because we simply don’t know yet. Science needs time.

Bear with us, while we think.
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Política no Brasil... um sonho de todos!

Não sou a melhor pessoa para escrever esse assunto, mas esse vídeo me deu esperança de poder vivenciar uma política de qualidade no Brasil.




Devemos ser otimistas quando pensamos na política, não vivemos sem a política e isso nos faz escravos da mesma. Não podemos baixar a cabeça quanto aos protestos feitos de maneira planejada e organizada a fim de indicar melhoras e sugestões nos Projetos de Lei...
Utilizem do senso crítico de vocês para podermos tentar melhorar ou até mesmo começar a mudar a visão de política corrupta, imaginem o que quiserem, mas nessa imaginação, coloque-a no papel e guarde, quem sabe essas "idéias com pernas" criem realmente pernas e que a interpretação do novo AEON seja consolidada em suas mentes...Keep Walking Mente Master!!!

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Gerenciamento das Finanças Pessoais

Muita gente ignora o gerenciamento das suas finanças pessoais. Elas passam a vida trabalhando, recebendo dinheiro, pagando as contas e comprando umas bobagens. Uma pessoa que vive sem se preocupar em controlar o dinheiro que ganha e que gasta, o quanto investe e em que investe é como uma empresa que não faz seus balanços trimestrais, que não calcula suas despesas, que não computa as suas receitas e que não traça estratégias de crescimento. Pode uma empresa progredir assim? Pois é, com a sua vida é a mesma coisa. Como você pode progredir financeiramente sem gerenciar suas finanças?

Não se esqueça que uma empresa cresce de forma gradual, ela aumenta seus lucros aos poucos. Com a sua vida deve ser da mesma forma. Não queira ficar rico da noite para o dia e não acredite no paradigma de que você tem que ser pobre a vida inteira. Acredite no paradigma de aumentar seu capital aos poucos e invista seu dinheiro que os juros compostos farão o resto do trabalho para você.

Eu acredito que quem tem uma finança pessoal equilibrada é mais feliz, vive mais tranqüila e em paz. E eu não estou falando de ser rico e sim de manter um balanço positivo entre o que ganha e o que gasta. Eu acredito que a raiz de muitos problemas como briga entre casais, pais e filhos, a falta de felicidade no trabalho, o sentimento de inveja e muitos outros está no analfabetismo financeiro.

Algumas pessoas podem dizer que tudo isso é bobagem. Que pobre tem que ser pobre e só os ricos conseguem viver folgado. Dizem que a solução para os problemas financeiros é ganhar mais dinheiro. De preferência que seja na mega sena!

Ganhar mais dinheiro não é a solução. Uma pessoa que ganha 2.000 reais por mês e gasta seu dinheiro pagando um financiamento de uma casa de 100 mil reais e um carro de 30 mil terá os mesmos problemas financeiros que uma outra que ganha 20.000 reais por mês e paga o financiamento de uma casa de 1 milhão e de um carro de 300 mil reais. Portanto ganhar mais dinheiro não resolve os problemas financeiros. O segredo está no gerenciamento das finanças pessoais.

Ganhar mais dinheiro ajuda a pessoa a ficar rico, é claro, porém ela deverá usar parte desse dinheiro para comprar ativos. Para quem não sabe, ativos são “produtos” que geram mais dinheiro, como por exemplo, um imóvel, ações, títulos do tesouro nacional, um quadro de um pintor com potencial de valorização, uma participação em uma empresa ou qualquer outro investimento (poupança, fundos, etc...). O contrario dos ativos são os passivos, que são produtos que não geram dinheiro, como um carro, um armário, uma roupa, etc. Resumindo se você pega 100 reais e compra um ativo ele pode se tornar 110, 150 ou 200 ao longo dos anos, porém, se você pega os mesmos 100 reais e compra um ventilador você perdeu esse dinheiro.

Vou citar outro exemplo para comprovar que ganhar mais dinheiro não é a solução. Uma pessoa ganha 1000 reais por mês, recebe um aumento de 5% e passa a ganhar 50 reais a mais. Se ela gastar esses R$ 50,00 todo mês com mais chopps, roupa ou salgadinho com refrigerante, ela vai continuar na mesma situação financeira. Alguém pode dizer, “mas eu fui feliz tomando meu choop ou tomando meu refri no ponto de ônibus”. Foi feliz nada, você só aumentou sua taxa de colesterol e de açúcar no sangue. Entretanto, se ela utilizar esses 50 reais todo mês para comprar ativos, ela via começar a melhorar seu status financeiro.

Você será realmente feliz quando comprar seu choop e a sua tv de LED 3D de 50” com os rendimentos dos seus investimentos e não com o dinheiro suado do seu salário, tendo ainda tendo que dividir em duzentas vezes com muitos juros!

É claro que para quem vive com muito pouco dinheiro e nem da para pagar as contas, não é possível falar em poupar ou comprar ativos. Porém eu tenho certeza que esse não é o seu caso e que o gerenciamento das finanças pessoais se aplica a muita gente. Muita mesmo!

Falar em mexer com números pode parecer terrível para algumas pessoas. Eu entendo que nem todo mundo tem conhecimento para gerenciar suas finanças, tempo ou capacidade para se educar. Se esse for o seu caso, eu o aconselho a pagar alguém para fazer isso para você. Da mesma forma que você pagaria um advogado ou um contador se fosse necessário. Só não deixe o barco navegar a deriva!
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